Publicado em:14 de fevereiro de 2013

Stephenie Meyer menciona Twilight em entrevista no Sundance

Steph esteve no Sundance Film Festival com o filme que produziu, Austenland, e deu uma entrevista para o site Crave Online. Confiram os trechos onde menciona Crepúsculo:


Você imagina que no futuro alguém pode escrever sobre Crepúsculândia?

Bem, o que você faria numa Crepúsculândia? Alguém me perguntou sobre um parque de diversões. Eu não acho que haja espaço pra isso. Agora eu pagaria um bom dinheiro para ir á um lugar onde eu pudesse me vestir como um personagem de Austen e ler livros da bonita biblioteca, mas eu não sei o que você faria numa Crepúsculândia.

O quanto produzir isso te privou de escrever?

Eu não sou muito o tipo de pessoa que pode fazer duas coisas ao mesmo tempo, então os filmes de Crepúsculo… eu não podia escrever enquanto trabalhava neles. Com Austenland, quando estávamos na fase de fazer o script, eu tinha tempo para trabalhar, mas quando você está gravando o filme mesmo, é por 15-16 horas por dia. Você vai pra casa e dorme.

Foi recompensador ver séries como “The Vampire Diaries” e “True Blood” obterem sucesso depois de Crepúsculo? Como você se sentiu em relação a elas?

Bem, por um lado, achei bem legal. Por exemplo, “Vampire Diaries”, aquele livro foi escrito anos e anos e anos atrás, e eu acho legal que as pessoas estejam voltando e dando uma chance para descobri-lo porque ouviram falar dele numa série de TV e acho isso incrível. Na minha vida pessoal há muito vampiro, e eu ouço a palavra Vampiro o dia inteiro e fico inundada com isso, então estou cansada de vampiros, pessoalmente. Sei que não sou a única que se sente assim, mas acho que é muito legal para esses outros, particularmente séries de livros, terem a chance de serem redescobertos.

Como se sente quando ouve falar de Fred na Franquia, e eu sei que sou a opinião minoritária? A maioria das pessoas sente que deve haver um final definitivo, então estou oferecendo um contraponto.

Há muitas pessoas que acham que os livros de Crepúsculo nunca deviam ter sido escritos. Eu até vi alguma coisa com Doctor Who voltando no tempo para me impedir, mas há muitas pessoas que amariam saber o que acontece. Eu prometi que se nunca escrevesse, no meu leito de morte iria simplesmente contar os pontos da narrativa para que todos soubessem o que acontece com os personagens. Não vou levar isso ao túmulo.

Quão diferente foi adaptar The Host de adaptar os livros de Crepúsculo?

The Host foi um grande desafio porque com Crepúsculo, você pode apenas olhar a história e dizer A causa B que causa C. É bem íntegro. Há algumas coisas sobrenaturais que você tem que arranjar um jeito de filmar mas isso é o trabalho de alguém de efeitos especiais. Não é o trabalho do roteirista. Com The Host, é um livro de 200.000 palavras. Fazer isso caber em duas horas é um verdadeiro desafio e há tanto que tivemos que cortar. Então tivemos que buscar a verdadeira essência da história e também tínhamos a questão de uma pessoa que era dois personagens, e isso foi uma coisa que assustou um monte de estúdios quando estavam pensando sobre como venderíamos isso, como ficaria certo. Mas o diretor e eu e o produtor, desde o começo pensamos ser muito simples. Você tem a melhor atriz do mundo, e ficaríamos bem. Apenas tenha uma atriz que pode fazer isso, que pode vender os dois personagens, e não precisaríamos nos preocupar com isso. E então nós conseguimos a melhor atriz do mundo e funcionou exatamente bem.

Se tornar um sucesso e ter um tipo de império te surpreende com as responsabilidades que tem agora?

Tudo isso tem sido surpreendedor. Eu não acho que tenha muitas responsabilidades pelo lado de Crepúsculo. Isso é como uma grande e pesada mochila que acabei de tirar das costas.


Entrevista na integra você pode conferi aqui



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