Steph esteve no Sundance Film Festival com o filme que produziu, Austenland, e deu uma entrevista para o site Crave Online. Confiram os trechos onde menciona Crepúsculo:
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Você imagina que no futuro alguém pode escrever sobre Crepúsculândia?
Bem, o que você faria numa Crepúsculândia? Alguém me perguntou sobre um
parque de diversões. Eu não acho que haja espaço pra isso. Agora eu
pagaria um bom dinheiro
para ir á um lugar onde eu pudesse me vestir como um personagem de
Austen e ler livros da bonita biblioteca, mas eu não sei o que você
faria numa Crepúsculândia.
O quanto produzir isso te privou de escrever?
Eu não sou muito o tipo de pessoa que pode fazer duas coisas ao mesmo
tempo, então os filmes de Crepúsculo… eu não podia escrever enquanto
trabalhava neles. Com Austenland, quando estávamos na fase de fazer o
script, eu tinha tempo para trabalhar, mas quando você está gravando o
filme mesmo, é por 15-16 horas por dia. Você vai pra casa e dorme.
Foi recompensador ver séries como “The Vampire Diaries” e “True
Blood” obterem sucesso depois de Crepúsculo? Como você se sentiu em
relação a elas?
Bem, por um lado, achei bem legal. Por exemplo, “Vampire Diaries”,
aquele livro foi escrito anos e anos e anos atrás, e eu acho legal que
as pessoas estejam voltando e dando uma chance para descobri-lo porque
ouviram falar dele numa série de TV e acho isso incrível. Na minha vida
pessoal há muito vampiro, e eu ouço a palavra Vampiro o dia inteiro e
fico inundada com isso, então estou cansada de vampiros, pessoalmente.
Sei que não sou a única que se sente assim, mas acho que é muito legal
para esses outros, particularmente séries de livros, terem a chance de
serem redescobertos.
Como se sente quando ouve falar de Fred na Franquia, e eu sei que sou a
opinião minoritária? A maioria das pessoas sente que deve haver um final
definitivo, então estou oferecendo um contraponto.
Há muitas pessoas que acham que os livros de Crepúsculo nunca deviam ter
sido escritos. Eu até vi alguma coisa com Doctor Who voltando no tempo
para me impedir, mas há muitas pessoas que amariam saber o que acontece.
Eu prometi que se nunca escrevesse, no meu leito de morte iria
simplesmente contar os pontos da narrativa para que todos soubessem o
que acontece com os personagens. Não vou levar isso ao túmulo.
Quão diferente foi adaptar The Host de adaptar os livros de Crepúsculo?
The Host foi um grande desafio porque com Crepúsculo, você pode apenas
olhar a história e dizer A causa B que causa C. É bem íntegro. Há
algumas coisas sobrenaturais que você tem que arranjar um jeito de
filmar mas isso é o trabalho de alguém de efeitos especiais. Não é o
trabalho do roteirista. Com The Host, é um livro de 200.000 palavras.
Fazer isso caber em duas horas é um verdadeiro desafio e há tanto que
tivemos que cortar. Então tivemos que buscar a verdadeira essência da
história e também tínhamos a questão de uma pessoa que era dois
personagens, e isso foi uma coisa que assustou um monte de estúdios
quando estavam pensando sobre como venderíamos isso, como ficaria certo.
Mas o diretor e eu e o produtor, desde o começo pensamos ser muito
simples. Você tem a melhor atriz do mundo, e ficaríamos bem. Apenas
tenha uma atriz que pode fazer isso, que pode vender
os dois personagens, e não precisaríamos nos preocupar com isso. E
então nós conseguimos a melhor atriz do mundo e funcionou exatamente bem.
Se tornar um sucesso e ter um tipo de império te surpreende com as responsabilidades que tem agora?
Tudo isso tem sido surpreendedor. Eu não acho que tenha muitas
responsabilidades pelo lado de Crepúsculo. Isso é como uma grande e
pesada mochila que acabei de tirar das costas.
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