Publicado em:18 de julho de 2011

Bryce Dallas Howard Fala de “The Help” e Hilly Holbrook

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Está fazendo 35°C em Nova Iorque hoje, o que torna hoje meio que o dia perfeito para revisitar a minha viagem ao set de The Help, que estava sendo filmado no último Agosto em Greenwood, Mississippi, sob condições sufocantes que são típicas para a área, mas não menos insuportáveis. Você já deve ter visto as minhas conversar com as estrelas Emma Stone, Viola Davis e Octavia Spencer, do set; hoje eu tenho o diretor do filme, Tate Taylor, além de Bryce Dallas Howard, que interpreta a vilã Hilly Holbrook.
Mas em um filme como The Help, o termo “vilã” é um pouco enganador — ela não é exatamente malvada como Lord Voldemort ou o Red Sull, do Capitão América. Baseado no romance bestselling de Kathryn Stockett, The Help estrela Stone como Skeeter Phelan, uma recém graduanda da Ole Miss, voltando para sua cidade natal de Jackson, em Mississippi, no verão de 1963, e se irritando com a estrutura rigorosa de mulheres da classe dela. Hilly Holbrook, personagem de Howard, foi a melhor amiga de Skeeter desde a infância, mas por outro lado, enquanto Skeeter acha que coisas como a Liga Junior e jogos da ponte são um pouco baixas, elas são o mundo inteiro de Hilly. Hilly também está super por dentro do racismo profundo da época, liderando uma iniciativa para que as famílias brancas construam banheiros de baixa qualidade e separados, parar os empregados Afro-Americanos usarem, e rebaixando a maioria das mulheres negras com quem ela tem contato, o que inclui Aibileen (David) e Minny (Spencer).
Hilly recebe a sua no final, ainda assim, quando Skeeter decide escrever um livro contando a experiencia desses empregados Afro-Americanos, e é claro, o movimento de Direitos Civis começa a tomar conta do país ao mesmo tempo. No set, eu me juntei à um grupo de outros jornalistas falando com Howard e Taylor sobre a ressonância histórica, além da experiência de filmar em uma locação no Mississsppi — Taylor, um nativo do estado, estava bem em casa, enquanto Howard usou a experiência de sua mãe de crescer na Louisiana para entrar no período de época. Veja o que ela disse abaixo, e veja The Help, nos cinemas em 10 de Agosto.

Você se acostumou a se ver nesse tipo de figurino, tipo, quando anda em frente a um espelho?

Bryce: É muito estranho. E também só pelo personagem ser tão desprezível, houveram algumas vezes que eu fui assistir um playback, tipo, para ver a cena de novo e de novo, só para ver um gesto que eu fiz, então eu posso dizer que é o mesmo, e eu literalmente, tipo, meio que me curvo, como se não quisesse olhar para isso. O que é interessante quando você começa a fazer um papel, de início a imagem do personagem é muito chocante, mas então você interpreta o personagem tipo, 18 horas por dia.
Oh, então você está mais chocada com a verdadeira você agora.

Bryce: Sim, porque proporcionalmente, você fica mais horas como a personagem do que como você mesma.

Como é entrar na Hilly, porque ela não é uma mulher legal.

Bryce: Não, ela realmente não é uma mulher legal. Mas é muito divertido ser uma personagem tão terrível, e eu acho que o sentimento no set é tão divertido. Eu estou lendo o livro — e o script é da mesma forma — e é uma leitura muito indecente, é muito picante, mas em alguns momentos fica meio pesada. Eu acho que Tate criou esse ambiente no set, de fazer todo mundo ficar muito brincalhão, para que nesse momentos onde é muito intenso e obviamente incrivelmente carregado dada a nossa história como um país, que nós não caiamos dentro desse embalo como atores, e simplesmente ficar tipo “Oh meu Deus, isso é demais.” Normalmente para um personagem como esse, eu não seria capaz de dormir à noite e tudo isso, mas eu acho que por causa do sentimento que Tate criou no set, é só quando ela é malvada, é realmente, você sabe, é mais divertido do que assustador.

Você pode falar um pouco sobre trabalhar com o sotaque? E esse sotaque não é só uma questão de lugar, mas também uma questão de época. Nos anos 60, o sotaque era diferente de agora?

Bryce: Definitivamente. Nadia, a treinadora de dialetos, foi bem específica e ela gravou muitas pessoas cujos dialetos seriam puramente de acordo com o período. Então, pessoas que mantiveram seus sotaques dos anos 60, você sabe, foram parte da Liga Junior e simplesmente uma parte de tipo, dos círculos sociais dos quais essas mulheres teriam feito parte.

Sotaques são fáceis para você pegar?

Bryce: É muito divertido, eu realmente adorei, e eu estou ansiosa para ver e aproveitar isso, mas eu realmente apreciei e precisei do apoio da treinadora. Eu não saberia onde começar em termos de refinamento de sotaque. Eu poderia provavelmente, tipo, você sabe, abordar um sotaque do Sul mas…

Provavelmente seria a cidade errada, a época errada.

Bryce: Exatamente. Tipo a única vez que eu fiz sotaque do Sul, eu interpretei uma personagem dos anos 20 de Memphis. E, é claro, há similaridades, mas há algumas diferenças bem distintas também, que Nadia apontou quando nós começamos a fazer isso.

E qual é o truque de, tipo, interpretar meio que a serpente na grama? Tipo nessa cena, nós estamos vendo você ser muito amigável e aberta, mas ainda há, talvez porque nós todos lemos o livro, mas nós ainda sentimos meio que algo sombrio aí também. Tinha que ter essas duas coisas ao mesmo tempo.

Bryce: Certo. Ela é meio que essa personagem dupla, de certa forma. Eu estava fazendo meio que mais essa coisa de vilã, de início, e então alguém disse, “Bryce, você realmente — você tem que proteger essas mulheres e e dessa vez nessa honestidade devastadora.” A maioria das mulheres definitivamente não eram como Hilly, Hilly é uma pessoa particular, claramente. Mas é muito importante interpretar que ela não é só uma personagem bi-dimensional. Quero dizer, ela, ela acredita em certas coisas, e obviamente não é mal-orientada, quero dizer, ela é má, é — suas crenças são más, mas ainda há uma origem para as crenças dela. É importante realmente entender a psicologia por trás disso.

Você fez muita pesquisa, além de ler o livro, para descobrir mais sobre esse período?

Bryce: A pesquisa  que eu fiz foi fascinantemente pessoal, porque minha mãe cresceu muito no Sul da Louisiana. Ela nasceu nos anos 50 e nos anos 60 e 70 ela foi algumas vezes rejeitada e chamada de “a Nortista.” Ela na verdade começou a ler The Help e teve que parar porque foi muito intenso para ela ler. E agora ela pegou ele de novo e está tipo, “Eu posso ler Stephen King antes de ir dormir, eu posso ler Anne Rice antes de ir dormir, mas eu tenho que ler The Help durante o dia,” porque ele a agita. E então eu passei muito tempo conversando com ela sobre suas experiências e o que era normal e o que não era.

Fonte: CinemaBlend

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