Publicado em:29 de maio de 2017

Os irmãos Safdie mencionaram Robert em entrevista ao Screen Daily


Benny e Josh Safdie estão em Competição em Cannes este ano, pela primeira vez, com Good Time, tendo participado anteriormente na Quinzena de Diretores com The Pleasure Of Being Robbed e Daddy Longlegs. O seu mais recente filme é protagonizado por Robert Pattinson naquilo que o ator chamou de "um filme sobre um assaltante de bancos mentalmente doente". O Screen falou com o par [os Safdie].

Como vocês reagiram ao saber que foram selecionados para a Seleção Oficial?

Josh: Na casa do Robert Pattinson em LA ele tem um incrível e caro sanitário japonês. Depois de estar sentado nele durante 20 minutos disse-lhe 'é um sonho'. E ele: 'Se entrarmos em Competição em Cannes, te compro um desses'. Isso foi seis horas antes do anúncio [Cannes]… Rob me mandou um SMS com a foto do sanitário. Foi assim que soube!

Como é que veio a ideia do filme?

Josh: Estávamos mortos no set deste outo filme que estamos agora a fazer, chamado Uncut Gems, e [o nosso último filme] Heaven Knows What estava quase sendo lançado. Robert [Pattinson] viu um still e algo lhe chamou a atenção acerca disso, as cores, a própria imagem, ele ficou obcecado em entrar em contato connosco. Depois viu o trailer e disse: 'Agora quero te conhecer'. Depois viu o filme e disse explicitamente 'qualquer coisa que faças a seguir, quero ser parte disso, mesmo que isso signifique fazer o serviço de catering'. Ele não assentava muito bem no Uncut Gems, fui honesto com ele sobre isso, e havia outro projeto em que estávamos pensando, e dissemos que talvez pudéssemos escrever algo para ele em Good Time.

Como foi trabalhar com Robert Pattinson?

Benny: Tenho muito respeito pelo quão profundo ele foi, os lugares a que foi, as pessoas que conhece, apenas o seu nível de compromisso, 16 horas por dia, ele estava disposto a fazer qualquer coisa. Estava frio, eu interpretei o irmão numa cadeira de rodas, e dissemos-lhe: 'não precisamos de você nesta cena', mas ele continuou lá e me empurrou [na cadeira] no frio. Ele disse: 'Preciso disso, de levar isto mais longe'. Ele foi mais acima e mais além.

Josh: Nós levamos o Rob a muitas cadeias. Ele foi no personagem, na esperança em que os os presos não o reconhecessem como uma estrela de cinema. Nós adiamos a nossa data de início de propósito, de forma a comprarmos mais tempo de preparação e diria que houve três ou quatro meses de preparação para o personagem, para o Rob, o que é muito para uma estrela de cinema com a sua carreira.

Como descreveria o seu desempenho final?

Josh: Nem chamaria desempenho. Se mostrasse o filme a alguém que não tem ideia nenhuma de quem é Robert Pattinson, eles assumiriam que nós encontramos o rapaz. Os únicos desempenhos com quem eu o poderia comparar seriam o Al Pacino em Dog Day Afternoon ou Tommy Lee Jones em The Executioner’s Song ou Robert De Niro em Taxi Driver. Estou mencionando ícones da minha mente cinematográfica. É com isso que as pessoas o vão comparar também, é uma transformação. Pessoalmente para ele, ele queria desaparecer. Quando ele estava totalmente no personagem, na roupa, na maquiagem e quando ele não conhecia a sua voz, ele ia dar uma volta no bairro, simplesmente porque normalmente ele não consegue fazer. Ele ia a uma farmácia, e comprava coca-cola e ninguém iria dizer nada ou olhar para ele, ou tirar uma foto, e foi assim que ele soube que estava perfeito para o personagem. […]





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