Publicado em:9 de março de 2017

Novos Portraits + Entrevista de Kristen para The New York Times! [Atualizado]


Entrevista

Em 2015, Kristen Stewart se tornou a primeira atriz americana a ganhar um César Award, o equivalente francês ao Oscar, por um papel que foi quase perdido: Valentine, a assistente pessoal de uma estrela envelhecida de cinema, em Clouds of Sils Maria, de Olivier Assayas.

“Nesse jeito muito francês de fazer as coisas, eles me entregaram o roteiro pessoalmente,” Senhorita Stewart se lembra. “E era lindo. Eu amei.” Ela esperou pela resposta do pessoal do cineasta, do jeito americano, e eles, supondo que seu silêncio significava que ela não estava interessada, ofereceram o papel para outra pessoa.

Mas “as estrelas se realinharam de um jeito muito, muito bom,” ela disse: A outra atriz teve que sair do filme.

Agora, no fantasmagórico Personal Shopper, Senhorita Stewart está interpretando um papel que Sr. Assayas escreveu especificamente para ela. Como a mal humorada Maureen Cartwright, ela seleciona roupas da alta costura para sua cliente celebridade, que a recompensa com cheques mas exige que ela não experimente as roupas.

Mas esse é somente o trabalho diário de Maureen. Ela também é medium e está a procura de um sinal – qualquer coisa serve – de seu irmão gêmeo que recentemente morreu, algo que diga que ele ainda está ao seu lado. Em Cannes, Personal Shopper foi vaiado na exibição para a imprensa, mas acabou sendo indicado para a Palma de Ouro, com Sr. Assayas compartilhando o prêmio de Melhor Diretor.

Em uma entrevista por telefone de Los Angeles, Senhorita Stewart, com quase 27 anos e muito tagarela, discutiu sua aparência intimidante e sobre a crítica ao Presidente Trump no Saturday Night Live. Esses são trechos editados da nova conversa.

O que tem em você que o Sr. Assayas queria em Maureen?

Inicialmente eu pensei que era porque tenho a habilidade de me comunicar meio que sem palavras. Mas ele disse que ele queria essa pessoa para ser alguém que era um pouco remota e andrógina, mas também alguém que tivesse essa vulnerabilidade que fosse abertamente sexualizada. Há uma dualidade real nessa menina. Ela era gêmea. Ela é metade de uma pessoa. Ela está tentando suportar essa perda e encontrar quem ela é sem aquilo, e também sem esse ambiente estranho e superficial que é o mundo da moda, que ela é atraída mas também não gosta.

A recepção mista do filme em Cannes te incomodou?

É um filme um pouco dividido. Não é fácil de descrever. Não é fácil nem de descrever sua própria experiência com ele as vezes, e isso não me incomoda. Não é que eu não me importo. Eu só não ligo de ser parte de algo que é polarizado.

O que você pensa das pessoas que te consideram intimidante?

Oh, cara, eu não sei. Eu testemunhei outras pessoas não serem recebidas bem ou não se dar tão bem com as pessoas, e eu sinto que na maioria das vezes a pessoa é tímida, e ela está realmente tentando. Eu acho que quando eu era mais nova, eu era completamente fechada, e talvez tenha parecido que não dou importância. Mas na verdade, era o oposto.

O Sr. Assayas é um dos muitos que falaram que você é a melhor atriz da sua geração. Esses elogios importam pra você?

Não é algo que iria me motivar ou me colocar em uma certa direção. Eu realmente amo o que eu faço. Eu continuaria fazendo meu trabalho mesmo se os críticos não gostassem.

Em 2012, Donald Trump tweetou sobre seu relacionamento com Robert Pattinson. Você o respondeu recentemente no seu monólogo do SNL, que você terminou dizendo “Eu sou muito gay, cara” – o que alguns falaram que foi sua primeira declaração pública sobre sua sexualidade. 

Eu tenho sido muito aberta sobre isso por um tempo. Mas eu odiava a ideia de que detalhes da minha vida estavam se tornando uma comodidade, então eu me fechei completamente, entrei em um modo totalmente protetor. Mais tarde, se tornou muito claro para mim que quando você começa a esconder o fato de que você está namorando uma menina, parece muito diferente de esconder que você está namorando um cara. E na situação onde eu tinha uma namorada, parecia que eu estava com vergonha ou algo que eu não estava bem com isso. Então eu meio que me abri um pouco – para minha decepção, para ser honesta, porque eu ainda discordo completamente sobre o jeito que esses detalhes são jogados na mídia e vendidos como pipoca. Por falar nisso, esses termos – gay, queer, hétero – eles são muito preto e branco, eu ainda não concordo com eles. Era apenas um jeito simples de dizer, “Eu sei que você discorda de algo que você não entende.”

Ele respondeu?

Não, ele não respondeu. O que é um pouco legal. [Risos]





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